Leituras Fascinantes

          Um dos livros que me encantou, foi A Produção da Escola Pública Contemporânea de Gilberto Luiz Alves. O autor faz uma análise crítica e retrospectiva da forma de produção da escola moderna, através da releitura da Didática Magna de Comenius (fundador e idealizador da escola moderna no séc. XVII). Na época, os recursos eram escassos, o livro clássico caro, havia um número limitado de pessoas para exercer o magistério e sua remuneração era cara e inviável para a manutenção da escola pública pelo estado. Com a repercussão do Capitalismo na educação, a adaptação do ser humano nos novos moldes de produção, Comenius pensou na organização da manufatura, reproduzindo na escola a decomposição do processo didático nos mesmos moldes do trabalhador manufatureiro. Acreditava que era necessário baratear o ensino para que fosse dirigido à todos, sem distinção de sexo, idade, classe, etc. Para tanto propõe a divisão do trabalho em sala de aula, em séries, disciplinas, horas e a invenção do manual didático para facilitar o trabalho do professor. Os livros clássicos da época foram substituídos pelo manual didático, o preceptor (professor artesanal), sábio, realizador de um trabalho complexo desde a alfabetização até as noções científicas e humanísticas da educação, foi substituído pelo professor manufatureiro. Com isto não era necessário que o professor tivesse um conhecimento profundo da disciplina bastando apenas consultar o manual com todas as informações já levantadas por um pesquisador. Com estas medidas era possível baratear o ensino e difundir a educação para todos. Mas o professor moderno perdeu a visão e o controle do processo integral do aluno ao se especializar em áreas específicas do saber, e o autor prossegue sua exposição mencionando que a produção capitalista destruiu a base material da qualificação profissional do professor, deixando a base da especialização profissional. Historicamente, a especialização, a objetivação e a simplificação do trabalho, é uma forma assumida de exploração capitalista, onde a elevação da produtividade, a exploração do capital, traz como consequência: desemprego, queda de salário, intensificação da jornada de trabalho, etc. Os estudos do autor nos dá uma visão panorâmica da trajetória que gestou, concebeu e conservou a organização manufatureira do trabalho didático, predominante na prática escolar. Comenius foi um homem de visão futurista, mas quando a população mais pobre começa a frequentar a escola, a partir do séc. XIX, sua proposta foi utilizada. A revolução industrial chegou à produção, e hoje vivemos um período de grandes inovações tecnológicas, mas a escola ainda é organizada com base nas ideias de Comenius. O livro didático impõe as regras e as normas a serem cumpridas, se revelando a tecnologia que articulou toda a história do trabalho didático, e continua excludente de vários recursos tecnológicos existentes. O autor menciona que não se trata de substituir um trabalho didático por outro, mas de realizar mudanças nas atividades do professor com características manufatureiras, construir uma proposta de educação utilizando os recursos tecnológicos produzidos pela humanidade em seu tempo, não somente os recursos tecnológicos do passado. Estudando o passado compreendemos o presente. Com a leitura desse livro aprendi muito, fiquei encantada com a fala de Gilberto Alves, ele envolve o leitor, nos impulsiona a refletir seriamente sobre os modos de produção da educação atual, nossa prática e as novas funções sociais da educação, vale a pena ler. Precisei ler este livro durante meu curso de Pedagogia, se tivesse acesso a ele novamente leria mais dez vezes.

Ivany Gonçalves do Carmo Bueno

Um comentário:

  1. LEITURAS FASCINANTES


    O Gerente – Minuto

    Para ser um gerente – minuto devem-se levar em conta três aspectos:


    1° – Objetivo minuto; 2° – Elogio – minuto e 3° Repreensão – minuto.


    O primeiro consiste em que o gerente oriente seus gerenciados a escreverem os objetivos comuns a serem alcançados em uma simples folha de papel, usando não mais que 250 palavras. Economizando com isso muito tempo, pois, o executor das tarefas não terá dificuldades em se recordar do que ele mesmo fez ou deixou pendente. Sem contar que o funcionário precisara de não mais que um minuto par ler e já compreender que tarefa esta para ser executada.
    O segundo que é o elogio – minuto é de extrema importância, pois, para que uma empresa prospere com pessoas trabalhando felizes é necessário que as mesmas recebam o devido conhecimento por seu bom desempenho. Para se fazer o elogio – minuto o gerente deve avisar a seu funcionário que o mesmo está sendo observado quanto ao seu desempenho e logo em seguida dá-se o elogio – minuto fazendo com que o funcionário perceba o quanto o seu gerente está satisfeito com seu trabalho. O gerente também deve dar um aperto de mão ao seu gerenciado demonstrando assim seu total apoio para o crescimento do mesmo dentro da empresa.
    O terceiro fator consiste na observação que o gerente deve ter para com seus funcionários quando os mesmos fazem algo de errado. O funcionário deve ser informado que será avisado quando tiver desempenhando mal as suas tarefas e em seguida o gerente já deve dar a repreensão – minuto falando com clareza à pessoa e nunca desvalorizando-a e sim incentivando-a a melhorar em suas atividades, também é importante que o gerente fique em silencio por um pequeno tempo para que o funcionário perceba o quão importante é que o mesmo não volte a cometer o mesmo erro. Logo depois da repreensão – minuto o assunto deve ser esquecido.
    Com essas três aplicações, (não muito difíceis de se concretizar em uma organização) os funcionários produzem muito mais e melhor, pois, estão sendo reconhecidos por seu bom trabalho, se organizam nos objetivos comuns da empresa e além de tudo recebem uma repreensão quando fazem coisas erradas (repreensão essa enviada com calma e encorajamento das pessoas) aprendendo assim a melhorar cada vez mais.
    Isso ensina também que investir nas pessoas é o melhor método de se obter sucesso numa empresa. Bem – estar, reconhecimento e qualidade de vida são bases para um bom desenvolvimento no trabalho.

    JOSE ANTONIO RODRIGUES

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